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terça-feira, 25 de junho de 2013

O que um crente não deve ser...

A vida cristã tem aspectos negativos e positivos. É composta do que devemos evitar e do que devemos fazer. Na vida precisamos recuar e também avançar, desprezar o erro e ao mesmo tempo anelar a verdade. O profeta Oséias, usa quatro figuras sugestivas para mostrar o que um crente não deve ser (Os 7.1-16). Vejam essas figuras:

1. O crente não deve ser um forno aceso (Os 7.4) – Oséias denuncia a liderança de Israel que vivia uma vida dissoluta, desonesta e entregue à cruel maldade. Eles viviam inflamados pela paixão carnal e ardiam como um forno aceso para cometer toda sorte de devassidão. Eram líderes adúlteros, fanfarrões e mentirosos. Eles tinham pressa para pecar. Eles viviam quentes e tórridos em alta temperatura movidos pela lascívia e pelo desejo de se entregarem a toda sorte de impureza sexual. Vivemos hoje numa sociedade pansexual. Esse é o tempo da idolatração do corpo e da gratificação barata dos desejos. Vivemos numa cultura decadente, onde os princípios morais são tripudiados, a imoralidade aplaudida e os vícios degradantes incentivados. As pessoas vivem abrasadas como um forno acesso. Elas têm pressa para pecar e caminham céleres para um desastre avassalador.

2. O crente não deve ser um pão encruado (Os 7.8) – Um pão encruado é aquele que está queimado de um lado e cru do outro. Isso fala de uma vida dupla, de duplicidade no caráter, de ser uma coisa em casa e outra no trabalho; de ter uma conduta em público e outra na vida privada; ter uma aparência piedosa na igreja e uma postura mundana dentro do lar. Israel deixou de ser luz entre as nações e se misturou com elas para assimilar seus pecados. Apagou sua luz e cobriu-se de trevas. Em vez de ser sal que inibe a corrupção tornou-se massa disforme e contaminada pelo fermento da maldade. Há muitos crentes hoje que são mais influenciados pelo mundo do que luzeiros no mundo. São crentes encruados que são amigos do mundo, amam o mundo, se conformam com o mundo e por isso, serão julgados com o mundo. São crentes, mas têm vida dupla. Estão na igreja, mas o mundo está neles. São como um pão que não foi virado.

3. O crente não deve ser uma pomba enganada (Os 7.11) – Quando o profeta Oséias afirma que Israel é como uma pomba enganada está falando que lhe falta discernimento espiritual. Israel deixou o Senhor e foi buscar socorro debaixo das asas do Egito e da Assíria. Deixou o Senhor e buscou ajuda naqueles que haveriam de lhe saquear os bens e destruir-lhe a vida. Todas as vezes que damos as mãos ao mundo e fazemos aliança com aqueles que desprezam o Senhor, estamos agindo como uma pomba enganada. A amizade com o mundo é um caminho escorregadio, é uma vereda que leva ao desastre, é uma autopista cujo destino é a escravidão e a morte. Precisamos ter discernimento. Precisamos viver neste presente século de forma justa, sensata e piedosa. Precisamos ser guiados pelas leis do céu e andar em sintonia com Deus e não aliançados com o mundo.

4. O crente não deve ser um arco enganoso (Os 7.16) – Oséias denuncia o povo de Israel dizendo que eles em vez de se voltarem para Deus, fugiram dele e caminharam rapidamente para a morte. Eles se tornaram como um arco enganoso que em vez de lançar a flecha contra o inimigo, lançou-a contra si mesmo. Um arco enganoso é uma figura que fala de alguém que age contra si mesmo, fere a si mesmo, atenta contra si mesmo, e se autodestrói. Um arco enganoso é um instrumento defeituoso que não pode ser usado, que se torna inútil e até perigoso. Um crente que se afasta de Deus e faz aliança com o mundo, deixa de ser um vaso de honra e torna-se um instrumento reprovado por Deus para toda boa obra.


Deus nos abençoa para sermos bênção, Deus nos salva para sermos vasos de honra. Que a nossa vida não seja um arco enganoso, mas uma arma poderosa nas mãos de Deus, instrumentalizada por Deus para a glória de Deus.

Por Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Uma Igreja que desaprendeu a amar

A Igreja brasileira desaprendeu a amar. 

O Senhor Jesus ao aproximar-se do dia em que entregaria sua vida na cruz por amor aos eleitos afirmou “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns pelos outros”.

Pois é, o amor é a marca dos  discípulos de Cristo! O amor é que atrai as pessoas a Deus. O amor sem sombra de dúvidas é uma das principais características da igreja.

O Didaquê, que era um manual de ensino no primeiro século, tinha um relato belíssimo sobre os cristãos. Segundo ele era comum as pessoas dizerem sobre os que estavam no Caminho, "vejam  como eles se amam." 

O cristão deveria ser conhecido pelo amor. Aonde não existe amor a  ortodoxia é transformada em farisaísmo burro e adoecedor. Numa das sete cartas do Apocalipse, o Senhor admoesta a igreja de Éfeso  por ter abandonado o primeiro amor. As Escrituras afirmam que aquela comunidade era ortodoxa, zelava pela sã doutrina,  repudiava os falsos apóstolos e suas heresias, mas falhou por abandonar o seu primeiro amor. Veja bem,  Jesus elogiou a firmeza doutrinária da igreja de Éfeso, mas a repreendeu pela sua falta de amor.

Caro leitor, as Escrituras ensinam que o amor é o principal de todos os mandamentos. Nosso Senhor resumiu a lei afirmando que os seus discípulos são chamados a  amar tanto a Deus como ao próximo. (Marcos 12.28-31). Além disso o apóstolo João nos advertiu  que não podemos amar a Deus a quem não vemos se não amamos os irmãos a quem vemos (1 João 4.20). Aquele que não ama ainda está nas trevas e nunca viu a Deus, pois Deus é amor. 

Prezado amigo, a igreja quando ama atrai os mais variados tipos de pessoas ao seu convívio.  Quando uma igreja ministra amor àqueles que com ela relaciona, estes são impregnados pelo poder do Evangelho e tem as suas vidas transformadas. A Igreja também tem por missão amar o pecador, chorar por ele, relacionar-se com ele anunciando-lhe a mensagem da cruz. O problema, como bem disse Leonard Ravenhill , é que a igreja deseja ser mais santa do que Deus, imiscuindo-se assim de relacionar-se com todos aqueles que não fazem parte do seu convívio. Se não bastasse isso, ao contrário do que vemos no livros de Atos, nossos membros se "odeiam" e isso se percebe nitidamente em nossas divisões eclesiásticas onde o que mais  importa é prevalecer sobre o outro.

Querido irmão, ao olhar para o espírito beligerante que nos envolve, além da frieza dos nossos corações quanto ao destino Eterno dos homens sou levado a crer que vivemos no evangelicalismo brasileiro uma grave crise de identidade, isto porque, abandonamos em algum lugar da nossa recente história o entendimento que fomos salvos para amar e não prosperar; para dar e não receber; para chorar pelos que se perdem e não gargalhar pelas "bênçãos" recebidas. 

Isto posto, termino essa reflexão com o clássico texto Paulino sobre o amor:

"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos; Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor."  (1 Coríntios 13:1-13)

Pr. Renato Vargens

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Cinco mentiras que o pecado me conta


MENTIRA: Este é um pecado tão pequeno, insignificante! Não é realmente grande coisa aos olhos de Deus.

VERDADE: Todo pecado é uma terrível ofensa a Deus. O pecado é a soma de todos os males, o oposto de tudo que é bom, santo e belo. Até mesmo o menor dos meus pecados exigiu a morte do Filho de Deus. Não existe isso de pecadinho. Todo pecado é uma traição cósmica.

MENTIRA: Eu vou ceder ao pecado desta vez, aí acaba. Eu só preciso tirá-lo do meu sistema.

VERDADE: Toda vez que caio em um pecado torna-se mais difícil quebrar o poder desse pecado. O pecado tem uma maneira de afundar seus ganchos farpados profundamente em meu coração. Eu não posso simplesmente pecar e depois me afastar ileso. Quanto mais eu ceder ao pecado, mais enredado eu fico. O pecado sempre deixa cicatrizes.

MENTIRA: Este pecado é parte de quem eu sou. Eu sempre luto contra isso e eu sempre vou pecar dessa forma.

VERDADE: O pecado não define a minha identidade! Eu sou uma nova criatura em Cristo. Cristo me libertou do poder escravizador do pecado. Eu definitivamente não tenho que obedecer às paixões pecaminosas que surgem em mim. Talvez eu tenha que lutar contra isso para sempre, mas o meu passado não define o meu futuro.

MENTIRA: Eu preciso cair nesse pecado para ser feliz.

VERDADE: O pecado nunca fornece a verdadeira felicidade. Ele promete doçura, mas em ultima instância oferece uma carga de destruição, insatisfação, relacionamentos arruinados e dureza de coração.

MENTIRA: Deus quer que eu seja feliz, por isso está tudo bem cair em pecado.

VERDADE: Deus quer mesmo que eu seja feliz. No entanto, a minha felicidade só crescerá tão alto quanto a minha santidade. O pecado, por fim, corrói e destrói a verdadeira santidade e verdadeira felicidade.


Por Stephen Altrogge

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O pecado é uma doença mortal.

Jesus concluiu sua obra na cruz. Triunfou sobre o diabo e suas hostes e levou sobre si os nossos pecados. Agora, comissiona sua igreja a levar essa mensagem ao mundo inteiro. O projeto de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, a toda criatura, em todo o mundo. Três verdades devem ser destacadas sobre a evangelização.

1. A evangelização é ordem de Deus. O mesmo Deus que nos alcançou com a salvação, comissiona-nos a proclamar a salvação pela graça mediante a fé em Cristo. Todo alcançado é um enviado. Deus nos salvou do mundo e nos envia de volta ao mundo, como embaixadores do seu reino. Jesus disse para seus discípulos que assim como o Pai o havia enviado, também os enviava ao mundo. Isso fala tanto de estratégia como de ação. Jesus não trovejou do céu palavras de salvação; ele desceu até nós. A Palavra se fez carne; o Verbo de Deus vestiu pele humana. A evangelização não é uma tarefa centrípeta, para dentro; mas centrífuga, para fora. Não são os pecadores que vêm à igreja, mas é a igreja que vai aos pecadores. Deus tirou a igreja do mundo (no sentido ético) e a enviou de volta ao mundo (no sentido geográfico). Não podemos nos esconder, confortavelmente, dentro dos nossos templos. Precisamos sair e ir lá fora, onde os pecadores estão. Jesus, antes de voltar ao céu e derramar seu Espírito, deu a grande comissão aos seus discípulos. Essa grande comissão está registrada nos quatro evangelhos e também no livro de Atos. Não evangelizar é um pecado de negligência e omissão. Na verdade, é uma conspiração contra uma ordem expressa de Deus.

2. A evangelização é tarefa da igreja. Nenhuma outra entidade na terra tem competência e autoridade para evangelizar, exceto a igreja. A igreja é o método de Deus. Não podemos nos calar nem nos omitir. Se o ímpio morrer na sua impiedade, sem ouvir o evangelho, Deus vai requer de nós, o sangue desse ímpio. Em 1963, quando John Kennedy foi assassinado em Dalas, no Texas, em doze horas, a metade do mundo ficou sabendo de sua morte. Jesus Cristo, o Filho de Deus, morreu na cruz, pelos nossos pecados, há dois mil anos e, ainda, quase a metade do mundo, não sabe dessa boa notícia. O que nos falta não é comissionamento, mas obediência. O que nos falta não é conhecimento, mas paixão. O que nos falta não é método, mas disposição. Encontramos o Messias, e não temos anunciado isso às outras pessoas. Encontramos o Caminho e não temos avisado isso aos perdidos. Encontramos o Salvador e não proclamamos isso aos pecadores. Encontramos a vida eterna e não temos espalhado essa maior notícia aos que estão mortos em seus delitos e pecados. Precisamos erguer nossos olhos e ver os campos brancos para a ceifa. Precisamos ter visão, paixão e compromisso. Precisamos investir recursos, talentos e a nossa própria vida nessa causa de consequências eternas.

3. A evangelização é uma necessidade do mundo. O evangelho de Cristo é o único remédio para a doença do homem. O pecado é uma doença mortal. O pecado é pior do que a pobreza. É mais grave do que o sofrimento. É mais dramático do que a própria morte. Esses males todos, embora sejam tão devastadores, não podem afastar o homem de Deus. Mas, o pecado afasta o homem de Deus no tempo, na história e na eternidade. Não há esperança para o mundo fora do evangelho. Não há salvação para o homem fora de Jesus. As religiões se multiplicam, mas a religião não pode levar o homem a Deus. As filosofias humanas discutem as questões da vida, mas não têm respostas que satisfazem a alma. As psicologias humanas levam o homem à introspecção, mas nas recâmaras da alma humana não há uma fresta de luz para a eternidade. O mundo precisa de Cristo; precisa do evangelho. Chegou a hora da igreja se levantar, no poder do Espírito Santo e proclamar que Cristo é o Pão do céu para os famintos, a Água viva para os sedentos e a verdadeira Paz para os aflitos. Jesus é o Salvador do mundo!
 
Por Hernandes Dias Lopes

Você “adicionaria” o apóstolo Paulo em seu Facebook?

Precisamos de mais gente como Onesíforo na igreja de hoje. Ele é um desses personages bíblicos que são facilmente esquecidos por causa de nossa tendência a focar nos “gigantes” das Escrituras (por exemplo, Abraão, Moisés, Davi, Pedro, Paulo, etc).

Considere, por exemplo, o que aprendemos sobre Onesíforo em 2 Timóteo 1:15-18: Estás ciente de que todos os da Ásia me abandonaram; dentre eles cito Fígelo e Hermógenes. Conceda o Senhor misericórdia à casa de Onesíforo, porque, muitas vezes, me deu ânimo e nunca se envergonhou das minhas algemas; antes, tendo ele chegado a Roma, me procurou solicitamente até me encontrar. O Senhor lhe conceda, naquele Dia, achar misericórdia da parte do Senhor. E tu sabes, melhor do que eu, quantos serviços me prestou ele em Éfeso.

Três coisas sobre Onesíforo se destacam:

1. Quando todos os outros abandonaram Paulo, Onesíforo foi até ele. Onesíforo não era um daqueles que simplesmente “vão junto com a multidão”. Ele se arriscou ao ridículo, à zombaria e ao desprezo para realmente ir contra a corrente predominante da opinião popular sobre Paulo.

2. Onesíforo perseverou frente às dificuldades. Tantos de nós têm um grande idealismo – até que as coisas fiquem difíceis. Então, viramos as costas. Onesíforo não. Quando ele chegou em Roma e não conseguiu encontrar Paulo, o apóstolo fala da perseverança de Onesíforo: ” tendo ele chegado a Roma, me procurou solicitamente até me encontrar”. Lindo.

3. Onesíforo se orgulhava de Paulo. Isso é muito maior do que simplesmente dizer “Onesíforo me deu ânimo”. Se Paulo só dissesse isso, poderíamos imaginar Onesíforo fazendo-o silenciosamente – talvez à noite quando ninguém pudesse ver. Teria Onesíforo entrado sorrateiramente na cela de Paulo quando ninguém estava olhando porque ele tinha vergonha de sua associação com Paulo? Não este amigo. Paulo, talvez com lágrimas, escreveu que Onesíforo “nunca se envergonhou das minhas algemas”. Onesíforo não ligava se as pessoas fofocavam ou murmuravam – ele estava orgulhoso da determinação de Paulo a sofrer por amor de Cristo.

O que capacitou Onesíforo a agir desta forma? O que faz alguém ser tão contra-cultural? Eu só posso concluir que Onesíforo estava tão consumido por seu amor por Jesus que ele agora era livre da aprovação das pessoas; livre do medo de desprezo; livre do fascínio do mundo; livre da indiferença. Onesíforo, pelo poder do Evangelho, era livre para amar.

O que eu vejo em Onesíforo é a incorporação de Gálatas 5:6, a saber, “a fé que atua pelo amor”. A fé que havia em Onesíforo tinha um impulso – e este impulso era o amor. E este amor não era fraco ou medroso ou egoísta de forma alguma.

Que Deus me ajude a amar assim.

Por Mike Pohlman

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Simplicidade em tudo

Foi lendo John Stott que passei a perceber o quanto nos afastamos da simplicidade do evangelho. O distanciamento dessa simplicidade implica no distanciamento da imagem de Jesus em nós, pois, já não podemos dizer que nos parecemos com Jesus se amamos ser aplaudidos, reconhecidos. Não estamos identificados com Jesus se buscamos status.

Quando Jesus nos mandou carregar nossa cruz, na verdade estava nos dando a maior de todas as oportunidades de nos parecer com Ele, pois ele também carregou uma rude cruz, com muito sangue, pro nosso cristianismo ter algum “glamour”.

“Adotemos os princípios de um ‘estilo de vida simples’, que nos liberta do consumismo ou da busca de símbolos de status”, John Stott.

Os evangélicos, dentro de alguns segmentos do cenário religioso brasileiro, se tornaram extremamente hedonistas. Epicureus teria milhares de milhares de adeptos se estivesse em nosso meio hoje. Para muitos, pouco importa o exemplo do estilo de vida de Jesus que nos ensinou o desapego aos bens materiais, a referência de muitos é a opulência de Herodes em seu palácio.
No livro “Discípulo Radical”, Jonh Stott conta que se sentia extremamente constrangido quando as igrejas o convidavam para algum evento e as mesmas lhe mandavam passagens aéreas na primeira classe.

A imagem de Jesus durante a última ceia, quando ele se levanta da mesa e veste as roupas serviçais de um escravo e, se abaixando, começa a lavar os pés dos discípulos, era para provocar a desconstrução de toda nossa vaidade, de toda fama, de toda ganância por posição em pódio.

Creio que a toalha com a qual Jesus estava cingido quando lavava os pés dos discípulos certamente brilhava mais do que a púrpura que envolvia os braços de César em Roma.

Billy Graham, considerado maior evangelista do século passado, com apenas trinta anos já havia pregado para mais de 210 milhões de pessoas em mais 180 países. Conta-se que um dia enquanto participava de uma entrevista foi questionado sobre “como tinha conseguido alcançar tanto prestígio em suas missões”. Por que Deus havia escolhido Billy Graham?

Essa era uma ótima oportunidade de Billy Graham mirar os holofotes para ele, mas respondeu da seguinte forma: Deus, olhando do céu para a terra, não encontrou ninguém pior que eu! As nossas obras não devem apontar para nós mesmo, mas para Cristo.

Na Idade Média, os artistas (Giotto, Jan Van Eyck…) preferiam ser chamados de artesãos, e poucos assinavam suas obras. Devido ao Teocentrismo, acreditavam fielmente que suas obras eram realizadas por Deus, e não por eles. Dessa forma, assinar a obra, para eles, era o mesmo que roubar a glória de Deus.
Voltemos à simplicidade, e nos despojemos de toda honra ao nosso nome.

Por: Alan Corrêa

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Confiando no tempo de Deus

Você consegue se lembrar de algum momento em sua vida em que agiu impulsivamente, e acabou se arrependendo? Talvez tenha comprado um carro, assinado um contrato, ou feito um mal negocio por não ter pensado melhor antes. Qualquer que tenha sido a decisão tomada, você se arrependeu.
     
Eu descobri que o tempo de Deus é tão importante quanto Sua vontade. De fato, a Bíblia fala bastante a respeito de tempo. Eclesiastes 3: 1 diz: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu”.
     
A Bíblia relata a respeito de um homem de Deus que tinha uma noção de tempo muito ruim. Se ele participasse de uma corrida, seria aquela pessoa que sai do nada, ganha a liderança, e depois de repente, acaba prejudicando a si mesmo. O homem de quem estou falando é Moisés.

Apesar de ter sido um grande homem de Deus, ele cometeu pecados graves e passou por sérios retrocessos. Vale lembrar que, assim como Saulo de Tarso, Moisés era culpado de assassinato.

Moisés era um tanto impulsivo. Eu sou também, então posso entendê-lo. Mas a impulsividade tem suas desvantagens, e no caso de Moisés, ela trouxe resultados devastadores.
     
Moisés nasceu em um período de extrema dificuldade na história de Israel. Os descendentes de Jacó já contavam três milhões no Egito e haviam sido forçados à escravidão. Faraó, vendo os hebreus como possível ameaça, decretou que os meninos recém-nascidos fossem afogados no rio Nilo.
     
O povo clamava a Deus por libertação, e então veio Moisés, o homem de Deus. Antes, ele havia sido o bebê protegido por Deus e adotado pela filha do Faraó. O historiador judeu, Josefo, conta que esse Faraó não tinha filho nem herdeiro; Portanto, Moisés estava sendo preparado para se tornar o próximo Faraó do Egito. Ele estava sendo criado como realeza, o que significa que ele seria educado em tudo o que o Egito tinha a oferecer.
    
Moisés, no entanto, sabia quem ele era. Ele era um verdadeiro servo do Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Por baixo daqueles trajes egípcios, batia um coração hebreu.
     
Talvez tenha sido isso que o levou a entrar em ação quando ele viu um egípcio batendo em um hebreu. A Bíblia diz que ele “olhou a um e a outro lado” e matou o egípcio. (Veja Êxodo 2:12).
     
O coração de Moisés estava certo, mas suas ações foram tolas. É claro que Deus não disse a ele para agir de tal maneira. Ao invés de olhar a sua volta, Moisés deveria ter olhado para cima.
     
Provavelmente ele pensou que seus companheiros hebreus ficariam gratos pelo que havia feito, mas não foi isso que aconteceu. Todos sabiam o que tinha acontecido, mas ninguém aprovou. Quando Faraó soube do ocorrido, Moisés precisou fugir para se salvar. E lá foi ele, para o deserto.
     
Deus quer que cumpramos a Sua vontade, à Sua maneira e no Seu tempo.
     
Moisés era um líder em treinamento, não estava pronto ainda. Ele havia perdido seu povo, sua reputação, mas não havia perdido o seu Deus. O que parecia ser o fim era na verdade o começo.
     
Quarenta anos depois, Deus designou Moisés para conduzir os filhos de Israel para fora do Egito. Moisés não havia se dado conta de que Deus o estava preparando durante aquele tempo. Note o que Deus disse a ele: “Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó”. (Êxodo 3:6).
     
O que Deus estava dizendo? Eu sou o Deus de homens comuns que realizaram coisas extraordinárias. Há esperança para você. Eu não sou apenas o Deus de Abraão. Não sou apenas o Deus de Isaque e Jacó. Eu sou o Deus de Moisés. Eu estou te chamando. Estou te dando uma segunda chance.
     
Deus ainda usa pessoas comuns hoje. Até mesmo as que cometeram pecados.
     
Talvez você esteja passando por uma situação em que se identifique com Moisés. Posso fazer uma sugestão? Confesse seus pecados a Deus. Lide e aprenda com eles. E saiba disso: Deus ainda pode usar você. Ele oferece segundas chances. Talvez você precise de uma hoje.

 Por Greg Laurie






sexta-feira, 15 de junho de 2012

Quem é o meu próximo?

Num mundo essencialmente egoísta, a parábola do samaritano é um alerta para nós. Nosso mundo, apesar de grande na extensão territorial, tem sido encurtado dia a dia por conta do avanço tecnológico, da comunicação e dos transportes. As facilidades diminuem a distância entre as pessoas, mas apesar dessas facilidades, fica uma pergunta “quem é o meu próximo e como ele está?” 

Para responder essa pergunta, Jesus contou a parábola do bom samaritano (Lc 10: 25-37). Na composição da parábola, aparecem alguns elementos muito conhecidos das pessoas que lêem as Escrituras. A narrativa começa assim: um homem descia de Jerusalém para Jericó e foi assaltado, bateram nele, tomaram seus pertences e o deixaram meio morto. Por ali passava um sacerdote, um levita e um samaritano. Os líderes religiosos, de quem se espera uma postura diferente, esses passaram e foram embora. Mas o samaritano, considerado uma pessoa impura e sem nenhum crédito naquele meio, compadeceu-se do homem ferido, sem medir consequências coloca a mão no arado, socorrendo o homem, procurando um lugar para que pudesse ter a sua recuperação com a dignidade e o valor concedido por Deus como ser criado. 

Primeira lição, olhando para o texto: meu próximo pode aparecer de forma inesperada e precisar da minha compaixão. Nisto está a beleza do cristianismo. O homem foi e sempre será o objeto maior do amor de Deus. Precisamos mostrar pelas nossas atitudes se Cristo vive em nós. Como disse Paulo, devemos demonstrar se estamos ou não crucificado com ele. Certamente, é mais fácil ser um bom médico do que um bom pai, ser um bom engenheiro do que um bom marido. Nem todos assimilam com precisão essas exigências propostas pelo cristianismo. 

O cristianismo ensina que a mesma proporção que eu me dedico para ser um bom médico, devo fazê-la para ser um bom pai, bom engenheiro e bom marido. 

Vejam o sacerdote e o levita que pregavam a ética e o amor ao próximo com suas leis rígidas, esqueceram que, acima de tudo isso, está o amor e a compaixão. O problema é que compaixão não surge em nossas discussões acaloradas, em que a oratória sobrepõe a razão. Compaixão é algo que vem de dentro do coração da alma piedosa que aprendeu com Cristo o que significa misericórdia. Não é discurso, não são palavras sem emoções verdadeiras. Misericórdia e compaixão, foi esse o tratamento que Jesus demonstrou ao jovem rico, foi a manifestação do pai na recepção do pródigo que voltava para o convívio da família depois dos maus tratos e sofrimento. Não haverá sacerdócio nem levirato verdadeiro sem esses dois atributos: compaixão e misericórdia. 

Segunda lição: o meu próximo sempre espera de mim uma resposta que satisfaça sua necessidade. Ao ver o homem caído, o samaritano parou e foi ao seu encontro, demonstrando não o título que carregamos, que legitima o que pregamos ou ensinamos em nossos púlpitos e igreja, mas sim aquilo que acontece no dia a dia a favor do meu próximo. 

Temos visto dezenas de pessoas com muita conversa bondosa, mas que não concretizam suas ações, desculpem, amados , mas conversa bonita sem ação não dá liga. Acredito que isso tem se tornado enfado aos ouvidos de Deus, precisamos mesmo é fazer algo. O meu próximo não vive só de teoria. Alguém dirá que as obras não salvam, o que é pertinente, mas são frutos da verdadeira fé. Observem o que diz Tiago (2: 14-17): meus irmãos, de que adianta alguém dizer que tem fé se ela não vier acompanhada de ações? Será que essa fé pode salvá-lo? 

Por exemplo, pode haver irmãos ou irmãs que precisam de roupa e que não têm nada para comer, se vocês não lhes dão o que eles precisam para viver, não adianta nada dizer: “Que Deus vos abençoe! Vistam agasalhos e comam bem”. Podemos ir à igreja, levar nossos dízimos e ofertarmos, cantarmos belos louvores, o que certamente alegrará o Senhor, mas quando chamados a socorrer alguém, devemos agir com alegria. 

Terceira lição: o meu próximo pode sofrer cada vez mais quando e me esquivo a ajudar e quando eu deixo aflorar o meu egoísmo. 

Na parábola contada por Jesus, se fosse hoje, nocautearia gente do alto escalão da igreja. O que temos de liderança mesquinha e avarenta em toda a esfera do cristianismo é impressionante, na prática contestam, mas estão fazendo uso daquele jargão famoso: ”faça o que eu mando, mas não o que faço”. Por essa razão, sem medo de errar, essa foi a maior lição que o texto nos ensina. 

O que existe de sacerdote e levita passando de longe e por longe dos necessitados é um absurdo. Tem gente que tem um slogan assim: “o que é meu é meu, é somente meu, solidariedade nem pensar.” 

Mas, como diz a palavra, Deus tem os seus remanescentes, por isso, obrigado Senhor, e bendito sejam os samaritanos que o Senhor tem deixado de plantão em nosso meio. Acho que já podemos responder à pergunta da parábola. O meu próximo é qualquer pessoa que precisar de mim em qualquer lugar, em qualquer circunstância. E não é preciso ser sacerdote, muito menos levita. Acho que já podemos agradecer repetindo o que dissemos há pouco: bendito sejam os samaritanos, que o Senhor tem usado para nos ensinar essa preciosa lição. Que Cristo trabalhe em nós, transformando o nosso coração, para servirmos com amor.

Por Manoel Lino Simão

As 10 lições que o filme “Os Vingadores” podem ensinar à Igreja

Aproveitando o sucesso do filme “Os Vingadores”, o pastor Greg Stier, que trabalha com jovens e lidera o ministério de evangelismo “Ouse compartilhar”, escreveu um breve estudo para o The Christian Post com objetivo de causar reflexão sobre como o trabalho em conjunto pode levar a igreja a vencer sempre.

Nesse artigo ele passa dez lições tiradas do filme conseguindo encontrar ligações bíblicas para que os cristãos entendam a mensagem pensando em batalha espiritual. Por exemplo, o escudo do Capitão América (interpretado pelo ator Chris Evans) pode ser interpretado como escudo da fé descrito no livro de Efésios.
Mas não são apenas as armas desses super-herois que podemos ligar as mensangens da Bíblia, todos eles são chamados para a missão de salvar as pessoas. Stier então cita o versículo 27 de Filipenses 1 que diz para combatermos juntos com o mesmo ânimo pela fé do evangelho.
Com um orçamento estimado em US$ 300 milhões, o filme promoveu o encontro dos hérois dos quadrinhos Thor, Homem de Ferro, o Incrível Hulk e Capitão América . Ao quarteto de superpoderosos une-se uma dupla de agentes, a Viúva Negra e o Gavião Arqueiro, sob o comando do chefe da S.H.I.E.L.D., a agência que procura proteger o mundo, Nick Fury.
O filme “Os Vingadores” entrou em cartaz no dia 27 de abril e em seus três primeiros dias arrecadou mais de US$ 200 milhões , a melhor estreia da história do cinema.


Confira as lições:

1. É difícil fazer com que eles lutem juntos, mas quando decidem fazê-lo, as pessoas são salvas (Filipenses 1:27).
2. Eles aprenderam a lidar bem com as diferenças (Gálatas 3:28).
3. Bruce Banner (Hulk) tem um grande “poder interior” que ele pode usar a qualquer momento (Efésios 6:10).
4. O Homem de Ferro tem uma armadura impenetrável e sabe como usá-la (Efésios 6:13).
5. O Capitão América tem um poderoso escudo e sabe como usá-lo (Efésios 6:15).
6. Thor empunha uma arma capaz de destruir o inimigo (Efésios 6:17).
7. Hulk não se curva diante de outros deuses [Thor, Loki] (Êxodo 20:3).
8. Eles não têm um plano de ataque. Eles só têm um plano… ATAQUE! (Tiago 1:22).
9. Seu líder tem cicatrizes (Isaías 53:3-6).
10. Eles estão unidos por um objetivo comum (Mateus 28:18-20).
 

Fonte: Extraído

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O Cristão não cede ao medo


Certamente que os cristãos que lêem a Bíblia são as últimas pessoas na terra a dar lugar à histeria. Eles são redimidos de seus pecados do passado, são mantidos em suas atuais circunstâncias pelo poder de um Deus onipotente, e o seu futuro está seguro nas mãos dele. Deus prometeu sustentá-los na inundação, protegê-los em meio ao fogo, alimentá-los no tempo de fome, protegê-los de seus inimigos, escondê-los em sua câmara segura até que toda ira Passe e por fim recebê-los nos tabernáculos eternos.

Se somos chamados a sofrer, podemos estar perfeitamente seguros de que seremos recompensados por toda dor e seremos abençoados por toda lágrima. Por baixo haverá os Braços Eternos e por dentro haverá uma profunda certeza de que tudo está bem com a nossa alma. Nada pode separar-nos do amor de Deus - nem a morte, nem a vida, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura.

A. W. Tozer

O Apetite Voraz do Pecado


 “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar”. (I Pedro 5.8)

Os esquimós costumam matar os lobos de uma maneira engenhosa, apesar de eu considerá-la muito cruel. O esquimó espalha uma camada de sangue de um animal sobre a lâmina de uma faca bem afiada. Depois a congela e repete o processo até que a lâmina fique totalmente encoberta e imperceptível. Em seguida, ele finca a faca no chão com a lâmina virada pra cima.

O lobo sente o cheiro do sangue, segue o seu faro e descobre a isca. Ele começa a lamber o sangue congelado e impulsionado pelo seu apetite insaciável, lambe cada vez mais sofregamente. Em questão de minutos, ele comeu todas as camadas e a lâmina já desponta ameaçadora. No entanto, seu desejo de banquetear-se não permite que ele perceba o perigo, e a faca começa a cortar sua língua, depois a sua garganta, e o lobo começa a devorar seu próprio sangue. Seu apetite incontrolável o autodestrói. No dia seguinte, seu corpo sem vida é encontrado sobre a neve.

Este fato é uma excelente ilustração da forma como o pecado é autodestrutivo. Sansão é um dos personagens mais interessantes e ricos da Palavra de Deus. Sua vida encerra muitas lições, das quais quero enfatizar cinco que reputo de muita importância para a nossa vida espiritual:

Inclinação ao pecado – Todos nós somos mais vulneráveis em uma ou outra área, as quais precisamos reconhecer e controlar. Escolha um amigo intimo, de sua confiança, discreto e realmente interessado em sua vida com Deus, confesse abertamente a sua fraqueza e peça a ele que ore com você pedindo ao Senhor que lhe dê forças para vencer essas tentações.

Cuide dos seus olhos – Em geral, nós não podemos controlar o primeiro olhar, mais podemos retirá-lo daquilo que só vai nos causar problemas. Cuidado com o local, pessoa ou objeto no qual você detêm seu olhar!

Administre sabiamente seu tempo de lazer – Escolha suas atividades. Mesmo que seu divertimento seja apenas assistir um programa de TV, selecione com critério o que seus olhos verão, o que seus ouvidos escutarão.

Escolha suas amizades minuciosamente – Os amigos podem nos levar para mais perto de Deus ou nos afastar completamente dEle. Eles podem nos edificar ou nos destruir.

Seja fiel aos seus valores – Cumpra as promessas que fez a Deus. (Romanos 2.1-2)

É preciso ter muita força de vontade e, principalmente, dependência do Senhor para dominar qualquer tipo de inclinação pecaminosa. Mas vale a pena pagar o preço. O pecado pode nos destruir e, conosco, nossa família. Não permita que isso aconteça na sua vida.

Por Jaime Kemp